Vinte e Um



LUAN ON
Não sabia o que era. Mas só vê-la pela primeira vez sorrindo pra mim naquela loja, me causou alguma coisa. Bem, da segunda vez em que nos vimos, meu carro não quebrou exatamente perto da loja dela. Pode parecer loucura, mas eu realmente empurrei por um caminho um pouco longo. Mas valeu a pena vê-la dormir, como um anjinho cansado depois de cuidar durante todo o dia de uma criança sapeca. E então eu percebi que estava apaixonado de novo, depois de bastante tempo. Quando eu acordei, ainda naquela situação, olhei pra cima e tive uma surpresa. O Tony estava lá. Já tínhamos saído uma vez juntos, e se ele conhecia a Nanda, talvez dissesse algo sobre aquele dia pra ela e então com certeza ela acharia que era como uma das mulheres que eu só queria por uma noite. Mas ela era diferente.
Não olhei primeiro para seu corpo (sim, ele era lindo), mas pra primeira coisa que ela me ofereceu: seu sorriso lindo e sincero. Era isso o que a fazia diferente.

Estava levando a Nanda para uma balada próximo a onde estávamos. Queria prolongar a noite, vê-la dançar, em quem sabe, conseguir fazer ela me olhar de um jeito mais “diferente” (ela me chamar de amigo não me desanimou, afinal ninguém quer nada com um inimigo).
Quando entramos, fomos para o camarote. Senti que ela estava desconfortável com alguma coisa.
Eu: Aconteceu alguma coisa?
Fernanda: Não, tá tudo bem.
Cheguei a olhar pra outras mulheres pra ver se ela sentia ciúme ou algo do tipo (sim, isso é estúpido, mas eu queria que ela prestasse atenção em mim, e parasse de viajar, pra eu poder conseguir pelo menos um beijo que fosse). Até que veio uma música meio lenta, e eu puxei ela pra perto. Ela riu.
Fernanda: O que cê tá fazendo?
Eu: Tentando ganhar um beijo. –rimos, mas quando eu tentei e aproximar, ela saiu de perto d mim.
Fernanda: Preciso ir. –fiquei tão surpreso com o modo em que ela fez isso que fiquei sem reação. A perdi entre as outras pessoas. Quando consegui sair de lá, liguei pra ela.
Eu: Onde cê tá?
Fernanda: Indo pra casa.
Eu: O que? Por quê?
Fernanda: Desculpa, Luan, eu só queria sair daí, eu não...
Eu: Não queria me beijar?
Fernanda: Eu não quero misturar as coisas, sabe? Acho que... –ela ficou em silencio por alguns segundos- A gente ser só amigo tá bom.
Desliguei sem falar nada, peguei meu carro e fui pra casa, pensando em qual era o meu problema, em o que eu tinha feito de errado. Droga, eu não podia nem tentar ter um relacionamento sério?

AMORS! DIA 11 VAI PASSAR O FILME DO LIVRO "PARA SEMPRE" NO TELE CINE. QUEM TEM TV PAGA, POR FAVOR ASSISTE POR MIM? HAHAHAHAHAHA MUDANDO DE "PARA SEMPRE", EU QUERO SABER O QUE VOCÊS ESTÃO ACHANDO DA HISTÓRIA. E COMO VOCÊS NÃO COMENTAM NEM EU IMPLORANDO, VOU TER QUE FAZER O SEGUINTE: PRÓXIMO CAPÍTULO SÓ COM CINCO COMENTÁRIOS. XOX,DAN.

Vinte

Eu e Lia estávamos arrumando meu novo quarto quando o Tony chegou.
Tony: Meninas, deixa que a Mariana arruma isso.
Eu: Mariana?
Tony: É, a empregada. Ou a Cíntia.
Eu: Quem??
Tony: Você nunca viu elas cuidando da casa?
Eu: Não.
Elas ficavam em cárcere privado ou algo do tipo?
Tony: Tá bom, se você tá dizendo... –ele riu- Mas não quer deixar aí? Vamos dar uma volta pelo condomínio.
Eu: Não maninho, eu arrumo mesmo. É melhor porque eu sei onde tá cada coisa.
Tony: Tá bom. Posso ajudar?
Eu: Pode. –ele entrou e as mãos dele foram direto na minha caixa das coisas do Luan.
Tony: Tem certeza de que você quer ficar com isso?
Eu: Lógico que quero. Meus cds não estão inclusos no trato.
Lia: Que trato? –acho que era a primeira vez que ela falava no dia. Tinha acontecido alguma coisa.
Eu: Nada de... –olhei pro Tony e ele confirmou com a cabeça que eu poderia contar- relacionamentos sérios com ninguém da família Santana.
Lia: UAU! Isso é estúpido. Hoje mesmo você...
Eu: Lia –interrompi antes que ela falasse demais- eu sei que é.
Tony: Não é estúpido. É pra conservar nossa relação como irmãos. Não ia dar certo se a gente ficasse com pessoas da mesma família.
Lia: Desculpa, mas continua sendo estúpido.
Tony: Tá bom.... Eu vou pra aula.
Eu: Mas ainda tá cedo.
Tony: Tenho que passar na casa de um amigo antes.
Ele saiu.
Lia: Você sabe que isso não vai dar certo, né?
Eu: É, sei. Mais dia menos dia ele vai ver a Bruna. O jeito que ele olha pra ela não é de quem vai esquecer logo.
Lia: E ela?
Eu: Não prestei atenção nela.
Lia: Você vai sair com o Luan hoje?
Eu: Tô me sentindo tão culpada... –me sentei na cama- Vamos sair como amigos, mas mesmo assim, eu não tiro da cabeça que se eu não tivesse estragado tudo da última vez, a gente podia ter... –enterrei a cabeça no travesseiro e gritei.
Lia: Tecnicamente, não foi você.
Eu: Não sei o que faço.
Lia: Sai com ele só hoje. Se você conseguir. –ela riu- É sério. Hoje, a última vez. Pelo menos tenta.
Eu: Tá bom. Tentar. Acho que posso tentar.

Cheguei exatamente às sete, e ele já estava me esperando em uma mesa no canto. O lugar não era muito cheio, o que era bom, já que da última vez que me viram com o Luan em algum lugar, eu fui parar em tudo quanto era canto de blog.
Eu: Boa noite.
Luan: Boa noite Nanda. –ele se levantou e puxou a cadeira pra mim. Aquilo não tava certo, tava romântico demais- E aí, como que você tá?
Eu: Bem. E você?
Luan: Tô bem também. E aí, tá morando onde agora? –eu disse o nome do condomínio- Nossa, longe.
Eu: É...
Luan: E o trabalho? Você vai continuar lá, não é?
Eu: Vou. Só vou ter que sair um pouco mais cedo.
Luan: Você vai morar com seu irmão?
Eu: Sim. Vocês se conhecem?
Luan: Ahn... Um pouco.  A gente podia marcar um dia pra sair todos juntos. – “não, não e não” pensei.
Eu: É, quem sabe um dia desses... E então, já pediu? –desconversei.
Quando dei por mim, já eram nove da noite. Conversar com ele era tão bom, me divertia, me fazia sorrir... Ao invés de só duas horas, senti que poderia passar dois anos falando com ele direto, e nem sequer sentiria.
Luan: o que acha de esticar a noite? Tem uma baladinha ótima aqui perto.
Eu: Vamos lá então.

Na hora da conta, quase discutimos. Acho que ele tinha algo como um complexo por causa disso. Então deixei que ele pagasse a conta sozinho e fomos pro lugar que ele falou.

AMORS, POSTEI O VINTE HOJE PORQUE ME SOBROU UM TEMPINHO, E ME LEMBREI QUE PROVAVELMENTE AMANHÃ EU NÃO VOU CONSEGUIR POSTAR. :X SERÁ QUE A GENTE PODE FAZER UM TRATO? SE VOCÊS COMENTAREM OS CAPÍTULOS, FAÇO UM ESFORCINHO PRA POSTAR UM TODO DIA (OU DOIS, DEPENDE DO DIA DA SEMANA). E AÍ, CÊS TOPAM? HUASHUASHUASHUA
BEIJINHOS DA DAN. :D

Dezenove

Lia: Tô me sentindo uma intrusa na noite de mãe e filha.
Luiza: Que nada, você é como uma filha pra mim, Lia.
Lia: Obrigado dona Luiza, eu gosto muito da senhora.
Eu: Gente, vai começar TVD!
Lia veio com a pipoca pra sala. Nos ajeitamos com umas almofadas no chão.
Eu: Mãe, fiz um Skype pra você.
Luiza: Eu não sei como que se mexe nisso.
Eu: No intervalo eu te ensino.
Assistimos tv eu deitada no colo da minha mãe e a Lia no meu. Depois, peguei o celular da minha mãe, baixei o Skype e ensinei como usava. Era fácil então ela logo aprendeu. Juntamos o restante das coisas (como vasilhas, e tiramos o micro-ondas e a tv da tomada) e então fomos deitar. Éramos nós três no quarto da mamãe, em colchonetes.
Acordamos às oito. Minha mãe preferiu ir de carro até São Paulo, porque apesar de enfrentar várias coisas todos os dias, um avião era o tipo de coisa que ela morria de medo. Me arrumei e levei minhas coisas pra sala. Assim que meu pai chegou, ele colocou minhas malas no carro. E a pior hora chegou. Não queria me despedir da minha mãe.
Eu: Entra no Skype todo dia, tá? Quando não puder, pelo menos me liga.
Luiza: Vai lá me ver nas férias?
Eu: Vou.
Luiza: Vou sentir saudade.
Eu: Também vou mãe.
Luiza: Eu te amo, tá?
Eu: Eu também te amo. Muito.
Ela entrou no carro e deu a partida. O caminhão que tinha os móveis dela foi na frente, eles iam por caminhas diferentes. Enxuguei as lágrimas que deixei cair. Lia ia comigo pra casa do meu pai, pra teoricamente me ajudar a arrumar minhas coisas. Minhas malas foram no porta-malas, eu na frente com meu pai e a Lia atrás. Tirei uma foto: eu, meu pai e a Lia entre nós. Minha cara de choro estava visível, mas mesmo assim postei a foto no Insta com a legenda “hoje é dia de mudança, embala e simbora amor (8)".
Alguns minutos depois, recebi um sms do Luan.
“vai sair de Londrina?”
Ele estava me stalkeando ou o que? Eu ri e respondi.
“não, continuo aqui. Só vou mudar de bairro ;)”
“ah... chego aí hj. Q tal a gente sair?”
Congelei. O que eu ia responder? Podia ignorar e depois, talvez se um dia a gente se encontrasse por acaso e ele perguntasse o que aconteceu, poderia fingir que nunca nem tinha nem recebido nada. Eu não queria vê-lo. E se eu fizesse algo que eu não... digamos que... não devia?  Mas meus dedos não obedeciam ao comando do meu cérebro e digitou.
“td bem. Q hs?”
“tudo bem. Onde a gente se encontra?”
“eu te busco, passa seu endereço novo.”
“acho melhor n. fala o lugar q eu vou.”

Conhecendo bem o Luan, se eu falasse que não precisava, ele daria um jeito de descobrir onde eu estava.  E não ia ser muito legal o Tony me ver saindo com o Luan. Ele ia achar que eu estava quebrando o nosso trato, quando na verdade ele e eu éramos só amigos. E não ia passar disso. Até porque seria estranho eu ter algum relacionamento com meu ídolo. Falar com os amigos, brincar e imaginar era uma coisa, mas era completamente diferente isso na realidade. Ou não?

IIH AMORS, O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER HEIN? CURIOSOS? :X KKKKK

Dezoito



Eram sete da noite. Estávamos eu, a mamãe o meu pai sentados na sala e rindo de algumas coisas malucas que alguns pacientes faziam a mamãe passar. Meu pai era empresário e não lidava muito com isso de ter que aguentar todo tipo de pessoa louca, então era quem mais se divertia ali. Aquela noite estava perfeita.
Meu pai estava esperando o Tony voltar, e eu e mamãe estávamos esperando a Lia, que ia dormir lá. Algumas das minhas coiass (que precisavam ir em caixas, por exemplo) iriam com o papai aquela noite, e o restante (minhas roupas) eu levaria com ele no outro dia.
Eu precisava falar com o Tony. Fiquei me sentindo uma fofoqueira por ter contado da Bruna pra ele. Demorou  mais meia hora até que ele chegasse, e quando chegou, me arrastou até meu quarto pra gente conversar.
Eu: Cês tão ficando?
Tony: Eu acho que a gente tava. Até ela me dizer que você foi na casa dela. Depois disso, ela não me deixou beija-la. –“garota louca” pensei, mas não disse nada.
Eu: Não queria atrapalhar vocês. Fui uma estúpida te chamando pra falar aquilo. É que eu sabia que ela não tinha te dito a história toda.
Tony: Até porque não seria legal ela vir me dizer “chamei sua irmã de periguete”. É só que... andando com a Bruna eu conheci um pouco o Luan  também. Não quero que você se machuque.
Eu: Tony, eu e o Luan não temos nada. É só amizade. –até porque eu tinha deixado isso claro (sem intenção e com muita lerdeza) na última vez em que nos vimos.
Tony: Só não quero que você fique chateada comigo. É do meu instinto te proteger, idosa.
Eu: Idosa?
Tony: É. Minha irmãzinha tem que conseguir se arranjar com a aposentadoria...
Eu: Cala a boca! –rimos.
Tony: Vamos fazer um trato? Nada de relacionamentos amorosos com ninguém da família Santana. Nem sério nem por uma noite.
Eu: Vish...
Tony: Por nós. Eu não quero te fazer  te passar pela mesma saia justa de hoje.
Eu: Você gosta da Bruna? –ele pareceu pensar um pouco.
Tony: Não sei.
Eu: Você demorou demais pra responder.
Tony: Não viaja... É que a gente se conheceu na balada, e é meio estranho se apegar a alguém com quem você só queria curtir.
Eu: Então você se apegou a ela?
Tony: Eu sei que ela não quer nada sério, por isso comecei a não querer também. É um lance meio de ação e reação, entendeu?
Eu: Sinceramente, não.
Tony: Porque você é uma lerda. –rimos.
Eu: Estranho...
Tony: O que?
Eu: Se você conhecia o Luan, porque ele não falou contigo quando te viu dando surto?
Tony: Não foi um surto. Eu só... tá, mudando de assunto, você quer ou não fechar esse trato comigo?
Eu: Por hora, eu aceito. Vai que você se descobre apaixonado por ela? Não vou poder fazer nada, não quero interferir no amor.
Tony: Você é uma idiota.
Eu: É, eu sei.  Você e o papai vão levar minhas coisas agora né?
Tony: Eu não, ele.
Eu: Eu sei, lerdeza. Foi só um modo de falar, porque vocês vao juntos.
Tony: Eles se dão bem...
Eu: Eles quem?
Tony: O pai e a Luiza.
Eu: Dá pra parar de mudar de assunto? E não precisa se preocupar, o papai gosta da Janete.
Lia: Amiga, eu tenho uma super novi... Oi Tony. –Lia entrou falando que nem uma louca no meu quarto.
Tony: Oi Lia.
Eu: Uma super...?
Lia: Novidade.
Eu: Fala.
Lia: Papai comprou o restaurante. Logo logo já tá prontinho! –pulamos de felicidade, enquanto o Tony boiava.

HEY AMORS, COMENTEM, POR FAVOR? DISSE QUE NÃO IA FAZER ISSO, MAS FAZ FALTA, POXA! KKKK O QUE CÊS ACHARAM DESSE TRATO? SEI NÃO HEIN, ACHO QUE ALGUÉM VAI PEDIR PRA QUEBRAR. QUEM SERÁ? O.o kkkkk OLHA, O QUE CES TÃO ACHANDO DO TAMANHO DOS CAPS? TÁ PEQUENO OU TÁ BOM? ME FALEM, PLEASE! HAHAHAH LEMBRANDO QUE É SÓ CURTIR A FÃ PAGE DA SS OU DEIXAR SEU TWITTER AQUI EMBAIXO QUE VOCÊS SÃO AVISADOS DE CAPÍTULOS NOVOS! BEIJINHOS DA DAN. ;)

Dezessete



Estou no meu quarto trocando de roupa, já que derramei refrigerante em mim mesma. Resolvi colocar um vestido que minha mãe tinha me dado a alguns meses. Eu nunca usava vestido, mas queria que ela me visse com ele antes de ir embora. A casa não estava muito cheia: o pai da Lia (ela veio mais cedo e voltaria depois da aula), tia Mari e o novo namorado dela, e mais um casal de amigos de minha mãe. Tony e o papai logo chegariam. Torcia pra que eles chegassem antes que o almoço passasse pra ajntar.
Quando desci, o Tony tinha acabado de chegar e... pelo amor de Deus, onde ele estava com a cabeça?
Antes que você se pergunte, sim, ele tinha levado a Bruna pra lá. “Tudo bem, eu recebo bem quem meu irmão traz à minha casa. Quem sabe não aconteceu alguma coisa com ela também?” pensei. Mas sabia que não. Ela estava perfeitamente linda, nem um fiozinho de cabelo fora do lugar, o que responde à pergunta “ele realmente a convidou pra vir até aqui?”
Fui até o Tony e ele me deu nosso abraço de sempre, aquele que ele me levanta do chão.
Eu: Oi. –disse pra Bruna e me virei pro Tony de novo- O papai não vai vir?
Tony: Vai, daqui a pouquinho ele aparece aí. Só vim mais cedo porque passei pra pegar a Bruna. –ele abraçou ela de lado.
Luiza: Tudo bem, então fiquem à vontade. –não tinha visto minha mãe chegar perto da gente.
Deixei eles lá e fui pra um canto planejar o que eu faria nas “cenas dos próximos capítulos” enquanto fingia mexer no meu celular.
Quando finalmente meu pai chegou, meu humor mudou um pouco. Tinha algo no jeito que ele a mamãe se olhavam que dizia “foi só por uma noite, mas por mim ficaríamos juntos por toda a vida”. Ou talvez seja só fantasia de alguém que descobriu que tinha um pai aos dez anos de idade.
Me lembrei do que o Tiago tinha me dito. O olhar dele não era o que eu esperava ver quando alguém me dissesse que me amava, mas eu sentia que ele não estava mentindo.
Voltei pra sala e o Tony estava com a Bruna. Aquilo me irritou. Certo, se ela não tivesse dito aquilo de mim, eu acharia que era só ciúmes, mas era além disso. Meu Deus, quando que ia me passar pela cabeça a Bruna e o Tony? Eu não imaginava nem que eles se conheciam, quanto mais... Eles não iam ficar de “mimimi” na minha casa. Ah, não iam mesmo!
Eu: Tony, vem cá na cozinha um instante? –ele se levantou e veio atrás de mim.
Tony: Aconteceu alguma coisa?
Eu: Vocês tão namorando?
Tony: Não! Você sabe, eu não quero namorar.
Eu: Ava que é por sua causa.
Tony: É por minha causa. Porque não seria?
Eu: Eu não gosto dela.
Tony: Pensei que gostasse. Ela é irmã do Luan e você é...
Eu: Ela me xingou sem nem me conhecer. Eu não gosto dela.
Tony ficou me olhando por um tempo.
Tony: Foi no dia que você saiu com ele?
Eu: Foi. Ela me tratou como se eu fosse uma periguete qualquer! Pensa... vocês podem se pegar à vontade e nem amiga do irmão dela eu posso ser.
Tony: Eu vou embora.
Eu: Não! Tony... desculpa. Eu  não falei por mal.
Tony: Só vou enrolar e levar ela. A gente precisa conversar. Depois eu volto.
Eu: Tá bom. –ele me deu um beijo na bochecha. Quando voltamos pra sala, meu pai e a mamã estavam rindo. Eu sorri comigo mesma e o Tony falou com a Bruna.
Ela se despediu da minha mãe, mas nem sequer olhou pra mim. Graças a Deus. Eu tava com muita raiva dela. Se faia sempre de tão simpática, mas de perto era realmente insuportável. A gargalhada da minha mãe me tirou de meus pensamentos. Ela estava feliz. E por mais que fosse nossos últimos dia na mesma casa por um bom tempo, eu estava feliz também, só de ve-la sorrir.

AMORS, NADA CONTRA A BRUNA TÁ? HUASHUASHUA É UMA FANFIC, ENTÃO ASSIM COMO O LUAN NÃO É DO JEITO QUE TÁ AÍ, A BRUNA TAMBÉM NÃO É. ENTÃO, TÁ TUDO DE BOA, TÁ BRUNETES? KKKK AMORS, O QUE VOCÊS ESTÃO ACHANDO DA FANFIC? TEM QUE MUDAR ALGUMA COISA OU NÃO? QUERO A OPINIÃO DE VOCÊS, TÁ BOM? BEIJINHOS DA DAN. ;)

Dezesseis



Depois de uns quinze minutos, eu fui embora. Não tinha mais clima pra fazer a linha de “jantar de família”. Quando cheguei em casa, minha mãe estava com um balde de pipoca nas mãos assistindo “The Vampire Diaries”. Quando sentei do lado dela, ela me disse
-Suas malas estão em cima do guarda-roupa. –revirei os olhos. É claro que ela já sabia que meu pai não ia deixar.
Eu: Comprou minhas passagens também? –ela se virou pra mim.
Luiza: Não, porque não vou te forçar a nada. Se você quer ficar em Londrina, fica em Londrina. Só te proponho uma coisa.
Eu: O que?
Luiza: Pode morar com o seu pai, mas se daqui até um ano você não tiver prestado vestibular, vai embora comigo pra onde eu estiver. Você tem que conhecer ele direito, não basta só um cartão bonito no dia dos pais. E como você quer ficar aqui, são dois coelhos com uma só cajadada.
Eu: Tá, mãe. Tudo bem. Vou fazer as minhas malas.
Luiza: Não deixa pra amanhã. Vem babar o Damon comigo. –olhei pra ela e ri. Tirei meus sapatos e cheguei mais perto dela.
Uma série engatou com outra que a gente também gostava e acabamos assistindo TV até tarde.
Tomei banho, coloquei um pijama de moletom, peguei meu notebook e entrei no Twitter do FC. Mesmo que eu já tivesse dito praticamente mil vezes que eu não tinha ficado com o Luan, sempre vinha alguém me perguntar. Abri meu Tumblr e postei algumas edições.
Luan entrou no Twitter também, então mandei uma mention pra ele.
“@luansantana negolinooooooooo!”
E ele me respondeu.
“@usermeufc negolinaaaaaa!”
N/A: desculpem a falta de criatividade com o user do FC da Fernanda, é que todo nome que eu pensava, já tinha. Rs
Pronto, isso bastou. Ninguém me falou nada diretamente, mas minha timeline se encheu de indiretas. O pior de tudo era que Luan nem sabia que era eu. Deve ter descoberto, porque me seguiu depois.
Subi na cama e comecei a dançar.
-Chupa recalque, eu tenho o follow do Luan. Trátrátrá, trátrátrá... –não me perguntem de onde eu tirei isso, porque às vezes eu tinha essas coisas de inventar músicas do nada (quem nunca?). Depois de comemorar muito no Twitter  (deixei de ligar pro que falavam ou deixavam de falar), fiquei conversando com a Lia e outras amigas minhas. Por DM, chamei ela pra vir pra minha casa  no outro dia. Ela viria de manhã por causa da faculdade, e voltaria depois da aula. Minha mãe já tinha falado com minha tia e ela não achou mal em não abrir a loja por dois dias.
Deixei pra falar com Tony no outro dia, porque não sabia se ele ainda estava no... afinal, o que ele foi fazer no Royal Park? Minha ideia de que ele e a Bruna eram “amiguinhos” só fez crescer mais. Tá certo. Ela era não sei o que do meu irmão e eu não podia ser nem amiga do irmão dela.
Desencanei disso e fui dormir. Quanto mais cedo eu acordasse, melhor eu aproveitaria o dia.