Vinte e Cinco

Supus que qualquer dia desses virasse praxe. Depois de tirar a roupa molhada, foi a camisa do Luan que eu procurei no meu armário. Depois do beijo (na chuva, assim como nos filmes mais lindos e com finais felizes), ele me levou até minha casa. Antes de sair, nos beijamos de novo. Então eu entrei em casa com um sorriso do tamanho do mundo e entrei em casa. Agora eu estava deitada na minha cama (que diga-se de passagem, era confortável, mas grande demais) com a camisa dele de novo. Eram duas da manhã. Lembrei de pegar meu celular da bolsa e vi algumas ligações perdidas. Todas da Lia. Além de alguns sms.
“fiquei preocupada, mas tá em boas mãos hihihi me conta depois u.u”
Se eu conhecia bem a Lia, depois que ela me viu com o Luan, voltou pra farra, e quem sabe já tinha até arranjado um gatinho.
Senti fome, então desci até a cozinha. Achei bolo de chocolate então cortei um bom pedaço pra mim e me sentei. Ainda nas primeiras garfadas, ouvi alguém chegado na cozinha. Será que era o Tony? Ele não podia me ver com a camisa do Luan, porque ele não sabia que eu a tinha desde antes do nosso... Perceber o que eu havia feito foi como u baque pra mim “nem sério nem por uma noite”. Eu me senti tão traidora, tão ridícula e desprezível que nem consegui sair do lugar. Dane-se se fosse ele. Eu precisava desabafar. Na verdade, eu precisava descontar em alguém. Eu estava com muita raiva da Bruna. Será que eu tinha beijado o Luan só por uma “vingancinha” ? Toquei no meus lábios me lembrando. Aquele beijo teve sentimento. E era disso que eu tinha medo.
Mariana: Tá precisando que alguma coisa?
Pensei em dizer que não, mas na verdade eu precisava.
Eu: Serve conselho?
Mariana: Serve.
Alguma coisa nela parecia me dizer que eu tinha que escutá-la.
Eu: O que você faria se soubesse que não ia conseguir cumprir um acordo?
Mariana: Provavelmente, ate de concordar com o tal acordo eu pensaria se conseguiria ou não mantê-lo.
Eu: E se você pensasse que iria e no fim, não desse?
Mariana: Então eu contaria que quebrei o acordo.

Fiquei pensando nisso até antes de dormir. Não, eu não queria contar, ele iria me odiar. Mas também não conseguiria ficar quieta. A alguém eu tinha de contar. Ou não. Talvez não contar a ninguém fosse melhor. Não que eu tivesse me arrependido. Mas ao mesmo tempo em que eu amava ter sido beijada por ele, eu me odiava por ter traído meu irmão.

AMORES, CAPÍTULO PEQUENINO, MAS TAÍ :3 Ó, EU TO TRABALHANDO (pra poder comprar meu ingresso pro show do Lu rs) ENTÃO VAI FICAR COMPLICADO PRA POSTAR DOIS CAPS. MAS PELO MENOS UM POR DIA EU POSTO, OK? AH, E EU CRIEI UM GRUPO NO FACE PRA GENTE SE COMUNICAR MELHOR (antes que comecem a falar, sim eu tive a ideia por causa do grupo da Suspiro Santana, eu faço parte do grupo). ENTÃO ENVIEM AÍ A SOLICITAÇÃO PRA GENTE TROCAR INFORMAÇÃO PORQUE COM A PAGE AINDA FICA COMPLICADO. RS BEIJOS. https://www.facebook.com/groups/1380008268890809/

Vinte e Quatro

Era a minha segunda semana morando com meu pai, e eu já estava com vontade de sumir. Ele queria escolher qual faculdade eu faria, queria que eu deixasse de trabalhar na loja e queria me convencer a ter um carro. Mas essa  não era a pior parte. O pior era ter que olhar pra Janete desfazendo da Cíntia e da Mariana. Nunca tinha ouvido ela falar nada, mas aqueles olhares delas chegavam a me arrepiar. Eu já tinha começado a ter uma amizade com a Cíntia, que era a mais nova.
Quando eu não ficava chateada com o papai ou a Janete, ficava comigo mesma. A minha certeza de que Luan nunca mais falaria comigo só fazia aumentar. E dia sim, dia não, eu chorava, de tanta falta que sentia daquele sorriso. E da mamãe. Ela com certeza sabia o conselho certo pra me dar, mas não conseguia falar sobre isso pela Internet ou telefone.
No mais, a Lia e o pai dela  estavam arrasando nas pequenas reformas da futura confeitaria. Eles concordaram em colocar “Joana” no nome, em homenagem à mãe dela.
Era sábado e eu estava me arrumando pra sair com a Lia. Me arrumei assim
Me maquiei e saí.
Encontrei a Lia e alguns amigos dela na porta da casa de shows. Fomos para a área VIP, já que uma das amigas dela conhecia o dono do lugar. Logo me enturmei com eles. Depois de um tempo, minha amiga me cutucou.
Lia: Olha quem tá ali do lado. Mas olha discretamente.
Disfarcei e olhei pro lado.
A Bruna estava a poucos metros da gente e infelizmente me viu olhar pra ela. Virei o rosto e continuei a dançar. Umas três músicas depois senti alguém me cutucando. Era ela.
Eu: Oi...?
Bruna: Eu queria te pedir desculpas. –ela gritava por causa do som alto.
Eu: Tudo bem; -pedir desculpas talvez fosse o suficiente. Ou não.
Bruna: Mas não é pelo que eu disse aquele dia. –ela sorriu- É por isso.- ela jogou bebida em mim. As pessoas que estavam perto da gente se afastaram.
Eu: Você tá louca?
Bruna: Não se mete mais na minha vida.
Todos olhavam pra mim. Sei que ela esperava que eu dissesse alguma coisa, mas eu praticamente saí correndo de lá. Perto da saída, me bati com o Luan e caí no chão. Ele me ajudou a me levantar.
Luan: O que aconteceu? –senti meus olhos se enchendo de lágrimas e corri de novo. Quando consegui sair, me sentei na calçada, e coloquei a cabeça entre as pernas. Senti alguém sentar do meu lado.  Eu olhei quem era e vi que era o Luan.
Luan: O que aconteceu?
Eu: Me deixa em paz.
Luan: Não. Não tem ninguém aqui atrás, não vou te deixar sozinha em um beco.
Eu: Eu não quero falar.
Luan: Você disse que era pra gente ser amigo.
Eu: Quer saber o que aconteceu? Aconteceu que eu sou uma idiota. Se eu tivesse ficado com a boca fechada, nada disso teria acontecido e a gente... deixa pra lá. –enxuguei o rosto.
Luan: E lá dentro? O que aconteceu lá dentro?
Eu: A mimada egoísta da sua irmã não entendeu que é melhor assim. Se eles... a gente... não vai dar certo, Luan.
Luan: É alguma coisa que eu não sei?
Eu: Não ia dar certo. Mesmo se eles não se conhecessem.
Luan: Cê tá falando do Tony e da Bruna?
Eu: Tô Luan.  Vai embora Luan. –começou a chover.
Luan: Vem comigo.
Eu: Não.
Luan: Você não vai ficar na chuva, Fernanda. –eu me levantei.
Eu: A gente não pode confundir as coisas, Luan.
Luan: Eu não tô confuso, tenho certeza do que eu quero.
Senti que a escova do meu cabelo já tinha saído e que minha roupa estava mais grudada do que nunca. Mas eu não conseguia me mexer, e nem tirar os olhos dos dele.
Eu: E... e o que você quer?

Ele não me respondeu. Simplesmente aproximou seu rosto do meu e me beijou. No momento em que nossos lábios se tocaram pela primeira vez, eu senti um leve choque. Ele me puxou mais pra perto (e nossa, como ele tinha pegada!) e senti que foi muito mais que um beijo. Foi como se por alguns segundos, nos misturássemos e virássemos apenas um.

EAE VIDOCAS! POSTEI ESSES DOIS CAPÍTULOS PRA VOCÊS, EU JÁ TAVA MORRENDO DE SAUDADE VIU? HAHAHAHA O QUE CES ACHAM DE COMENTAR ASSIM, SÓ PRA COMEMORAR, HEIN? :3 KKK BEIIJINHOS DA DAN, E ATÉ AMANHÃ.

Vinte e Três


LUAN ON
Acordei pela terceira vez seguida. Eu não queria levantar, também não podia ficar na cama o resto do dia.
Disquei o número da Fernanda, mas não liguei. Se eu ligasse, o que eu ia dizer? “Ei, não quero ser seu amigo porque estou estupidamente apaixonado”. Não, eu ai acabar estragando tudo. O plano A foi por agua abaixo, o B também. E agora só me sobrava o C: tentar esquece-la.
Mas seria difícil parar de vê-la de vez, então comecei a achar bom ser amiga dela. Sim, era masoquismo. Mas eu não ia conseguir deixar de falar com a Fernanda de vez. Talvez eu descobrisse defeito dela que fosse irremediável e eu deixasse de gostar dela. É, era isso o que eu iria fazer.

LUAN OFF/FERNANDA ON
Quem iria ligar primeiro? Quem deveria fazer isso? Tá, eu usei uma desculpa ridícula pra ter fugido. E ele desligou sem ao menos me dizer tchau! Eu não ia ligar. Aquilo foi como “não quero ser seu amigo, não quero falar com você”
Mas eu não queria deixar de falar com ele. Era bom conversar com Luan. Ele sempre me fazia rir, sempre me animava e... não podia continuar com aquilo. Se eu ficasse conversando e rindo com ele, me apaixonaria. Ainda mais.

Lá estava eu, indo em direção ao Royal Park. Parei minha bicicleta do outro lado e fiquei olhando lá pra dentro. O que eu estava esperando que acontecesse? Bastava um  telefonema e a confusão da minha cabeça sumia. Mas eu não ia fazer isso. Não sem antes falar com o Tony. Eu precisava ir pra casa e pensar direito. A volta foi tão horrível quanto a ida. Eu realmente precisava começar a usar ônibus.

Cheguei super cansada, tomei um banho e depois bati no quarto do Tony.
Tony: Quem é?
Eu: Sua irmã favorita.
Tony: Pode entrar. –ele riu.
Ele estava deitado na cama e se sentou quando eu entrei.
Eu: E aí, tá bem?
Tony: Tô.
Eu: Certeza de que o amor não bateu na porta?
Tony: Não sei.
Eu: Já te falei... Não tô afim  de interferir nos assuntos do coração. –ele riu.
Tony: Você é bipolar ou o que?
Eu: Não gosto dela, mas se você gosta é o que importa.
Tony: Tô começando a achar que o amor bateu na sua porta, não na minha. –suspirei- Ele não é bom pra você, ok? Eu não quero que se machuque.
Dei um sorriso meio se graça  e baguncei o cabelo dele. Tony bateu com um travesseiro em mim. Eu peguei o outro e revidei. Quando dei por mim, estava correndo atrás dele no quarto, cada um com um travesseiro se esbofeteando até cair.

Eram três da madrugada, e eu não conseguia dormir. Sabia que não iria conseguir. Estava confusa demais pra poder dormir. Feliz e triste ao mesmo tempo, com vontade de sumir. Só que sumir não ia adiantar.