Lia: Tô me
sentindo uma intrusa na noite de mãe e filha.
Luiza: Que
nada, você é como uma filha pra mim, Lia.
Lia: Obrigado
dona Luiza, eu gosto muito da senhora.
Eu: Gente, vai
começar TVD!
Lia veio com a pipoca pra sala. Nos ajeitamos com umas
almofadas no chão.
Eu: Mãe, fiz
um Skype pra você.
Luiza: Eu não
sei como que se mexe nisso.
Eu: No
intervalo eu te ensino.
Assistimos tv eu deitada no colo da minha mãe e a Lia no
meu. Depois, peguei o celular da minha mãe, baixei o Skype e ensinei como usava.
Era fácil então ela logo aprendeu. Juntamos o restante das coisas (como
vasilhas, e tiramos o micro-ondas e a tv da tomada) e então fomos deitar.
Éramos nós três no quarto da mamãe, em colchonetes.
Acordamos às oito. Minha mãe preferiu ir de carro até São
Paulo, porque apesar de enfrentar várias coisas todos os dias, um avião era o
tipo de coisa que ela morria de medo. Me arrumei e levei minhas coisas pra
sala. Assim que meu pai chegou, ele colocou minhas malas no carro. E a pior
hora chegou. Não queria me despedir da minha mãe.
Eu: Entra no
Skype todo dia, tá? Quando não puder, pelo menos me liga.
Luiza: Vai lá
me ver nas férias?
Eu: Vou.
Luiza: Vou sentir
saudade.
Eu: Também vou
mãe.
Luiza: Eu te
amo, tá?
Eu: Eu também
te amo. Muito.
Ela entrou no carro e deu a partida. O caminhão que tinha
os móveis dela foi na frente, eles iam por caminhas diferentes. Enxuguei as
lágrimas que deixei cair. Lia ia comigo pra casa do meu pai, pra teoricamente
me ajudar a arrumar minhas coisas. Minhas malas foram no porta-malas, eu na
frente com meu pai e a Lia atrás. Tirei uma foto: eu, meu pai e a Lia entre
nós. Minha cara de choro estava visível, mas mesmo assim postei a foto no Insta
com a legenda “hoje é dia de mudança,
embala e simbora amor (8)".
Alguns minutos depois, recebi um sms do Luan.
“vai sair de Londrina?”
Ele estava me stalkeando ou o que? Eu ri e respondi.
“não, continuo aqui. Só vou mudar de bairro
;)”
“ah... chego aí hj. Q tal a gente sair?”
Congelei. O que eu ia responder? Podia ignorar e depois,
talvez se um dia a gente se encontrasse por acaso e ele perguntasse o que
aconteceu, poderia fingir que nunca nem tinha nem recebido nada. Eu não queria vê-lo.
E se eu fizesse algo que eu não... digamos que... não devia? Mas meus dedos não obedeciam ao comando do
meu cérebro e digitou.
“td bem. Q hs?”
“tudo bem. Onde a gente se encontra?”
“eu te busco, passa seu endereço novo.”
“acho melhor n. fala o lugar q eu vou.”
Conhecendo bem o Luan, se eu falasse que não precisava,
ele daria um jeito de descobrir onde eu estava. E não ia ser muito legal o Tony me ver saindo
com o Luan. Ele ia achar que eu estava quebrando o nosso trato, quando na
verdade ele e eu éramos só amigos. E não ia passar disso. Até porque seria
estranho eu ter algum relacionamento com meu ídolo. Falar com os amigos, brincar
e imaginar era uma coisa, mas era completamente diferente isso na realidade. Ou
não?
IIH AMORS, O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER HEIN? CURIOSOS? :X KKKKK
Nenhum comentário:
Postar um comentário