Dezenove

Lia: Tô me sentindo uma intrusa na noite de mãe e filha.
Luiza: Que nada, você é como uma filha pra mim, Lia.
Lia: Obrigado dona Luiza, eu gosto muito da senhora.
Eu: Gente, vai começar TVD!
Lia veio com a pipoca pra sala. Nos ajeitamos com umas almofadas no chão.
Eu: Mãe, fiz um Skype pra você.
Luiza: Eu não sei como que se mexe nisso.
Eu: No intervalo eu te ensino.
Assistimos tv eu deitada no colo da minha mãe e a Lia no meu. Depois, peguei o celular da minha mãe, baixei o Skype e ensinei como usava. Era fácil então ela logo aprendeu. Juntamos o restante das coisas (como vasilhas, e tiramos o micro-ondas e a tv da tomada) e então fomos deitar. Éramos nós três no quarto da mamãe, em colchonetes.
Acordamos às oito. Minha mãe preferiu ir de carro até São Paulo, porque apesar de enfrentar várias coisas todos os dias, um avião era o tipo de coisa que ela morria de medo. Me arrumei e levei minhas coisas pra sala. Assim que meu pai chegou, ele colocou minhas malas no carro. E a pior hora chegou. Não queria me despedir da minha mãe.
Eu: Entra no Skype todo dia, tá? Quando não puder, pelo menos me liga.
Luiza: Vai lá me ver nas férias?
Eu: Vou.
Luiza: Vou sentir saudade.
Eu: Também vou mãe.
Luiza: Eu te amo, tá?
Eu: Eu também te amo. Muito.
Ela entrou no carro e deu a partida. O caminhão que tinha os móveis dela foi na frente, eles iam por caminhas diferentes. Enxuguei as lágrimas que deixei cair. Lia ia comigo pra casa do meu pai, pra teoricamente me ajudar a arrumar minhas coisas. Minhas malas foram no porta-malas, eu na frente com meu pai e a Lia atrás. Tirei uma foto: eu, meu pai e a Lia entre nós. Minha cara de choro estava visível, mas mesmo assim postei a foto no Insta com a legenda “hoje é dia de mudança, embala e simbora amor (8)".
Alguns minutos depois, recebi um sms do Luan.
“vai sair de Londrina?”
Ele estava me stalkeando ou o que? Eu ri e respondi.
“não, continuo aqui. Só vou mudar de bairro ;)”
“ah... chego aí hj. Q tal a gente sair?”
Congelei. O que eu ia responder? Podia ignorar e depois, talvez se um dia a gente se encontrasse por acaso e ele perguntasse o que aconteceu, poderia fingir que nunca nem tinha nem recebido nada. Eu não queria vê-lo. E se eu fizesse algo que eu não... digamos que... não devia?  Mas meus dedos não obedeciam ao comando do meu cérebro e digitou.
“td bem. Q hs?”
“tudo bem. Onde a gente se encontra?”
“eu te busco, passa seu endereço novo.”
“acho melhor n. fala o lugar q eu vou.”

Conhecendo bem o Luan, se eu falasse que não precisava, ele daria um jeito de descobrir onde eu estava.  E não ia ser muito legal o Tony me ver saindo com o Luan. Ele ia achar que eu estava quebrando o nosso trato, quando na verdade ele e eu éramos só amigos. E não ia passar disso. Até porque seria estranho eu ter algum relacionamento com meu ídolo. Falar com os amigos, brincar e imaginar era uma coisa, mas era completamente diferente isso na realidade. Ou não?

IIH AMORS, O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER HEIN? CURIOSOS? :X KKKKK

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