Vinte

Eu e Lia estávamos arrumando meu novo quarto quando o Tony chegou.
Tony: Meninas, deixa que a Mariana arruma isso.
Eu: Mariana?
Tony: É, a empregada. Ou a Cíntia.
Eu: Quem??
Tony: Você nunca viu elas cuidando da casa?
Eu: Não.
Elas ficavam em cárcere privado ou algo do tipo?
Tony: Tá bom, se você tá dizendo... –ele riu- Mas não quer deixar aí? Vamos dar uma volta pelo condomínio.
Eu: Não maninho, eu arrumo mesmo. É melhor porque eu sei onde tá cada coisa.
Tony: Tá bom. Posso ajudar?
Eu: Pode. –ele entrou e as mãos dele foram direto na minha caixa das coisas do Luan.
Tony: Tem certeza de que você quer ficar com isso?
Eu: Lógico que quero. Meus cds não estão inclusos no trato.
Lia: Que trato? –acho que era a primeira vez que ela falava no dia. Tinha acontecido alguma coisa.
Eu: Nada de... –olhei pro Tony e ele confirmou com a cabeça que eu poderia contar- relacionamentos sérios com ninguém da família Santana.
Lia: UAU! Isso é estúpido. Hoje mesmo você...
Eu: Lia –interrompi antes que ela falasse demais- eu sei que é.
Tony: Não é estúpido. É pra conservar nossa relação como irmãos. Não ia dar certo se a gente ficasse com pessoas da mesma família.
Lia: Desculpa, mas continua sendo estúpido.
Tony: Tá bom.... Eu vou pra aula.
Eu: Mas ainda tá cedo.
Tony: Tenho que passar na casa de um amigo antes.
Ele saiu.
Lia: Você sabe que isso não vai dar certo, né?
Eu: É, sei. Mais dia menos dia ele vai ver a Bruna. O jeito que ele olha pra ela não é de quem vai esquecer logo.
Lia: E ela?
Eu: Não prestei atenção nela.
Lia: Você vai sair com o Luan hoje?
Eu: Tô me sentindo tão culpada... –me sentei na cama- Vamos sair como amigos, mas mesmo assim, eu não tiro da cabeça que se eu não tivesse estragado tudo da última vez, a gente podia ter... –enterrei a cabeça no travesseiro e gritei.
Lia: Tecnicamente, não foi você.
Eu: Não sei o que faço.
Lia: Sai com ele só hoje. Se você conseguir. –ela riu- É sério. Hoje, a última vez. Pelo menos tenta.
Eu: Tá bom. Tentar. Acho que posso tentar.

Cheguei exatamente às sete, e ele já estava me esperando em uma mesa no canto. O lugar não era muito cheio, o que era bom, já que da última vez que me viram com o Luan em algum lugar, eu fui parar em tudo quanto era canto de blog.
Eu: Boa noite.
Luan: Boa noite Nanda. –ele se levantou e puxou a cadeira pra mim. Aquilo não tava certo, tava romântico demais- E aí, como que você tá?
Eu: Bem. E você?
Luan: Tô bem também. E aí, tá morando onde agora? –eu disse o nome do condomínio- Nossa, longe.
Eu: É...
Luan: E o trabalho? Você vai continuar lá, não é?
Eu: Vou. Só vou ter que sair um pouco mais cedo.
Luan: Você vai morar com seu irmão?
Eu: Sim. Vocês se conhecem?
Luan: Ahn... Um pouco.  A gente podia marcar um dia pra sair todos juntos. – “não, não e não” pensei.
Eu: É, quem sabe um dia desses... E então, já pediu? –desconversei.
Quando dei por mim, já eram nove da noite. Conversar com ele era tão bom, me divertia, me fazia sorrir... Ao invés de só duas horas, senti que poderia passar dois anos falando com ele direto, e nem sequer sentiria.
Luan: o que acha de esticar a noite? Tem uma baladinha ótima aqui perto.
Eu: Vamos lá então.

Na hora da conta, quase discutimos. Acho que ele tinha algo como um complexo por causa disso. Então deixei que ele pagasse a conta sozinho e fomos pro lugar que ele falou.

AMORS, POSTEI O VINTE HOJE PORQUE ME SOBROU UM TEMPINHO, E ME LEMBREI QUE PROVAVELMENTE AMANHÃ EU NÃO VOU CONSEGUIR POSTAR. :X SERÁ QUE A GENTE PODE FAZER UM TRATO? SE VOCÊS COMENTAREM OS CAPÍTULOS, FAÇO UM ESFORCINHO PRA POSTAR UM TODO DIA (OU DOIS, DEPENDE DO DIA DA SEMANA). E AÍ, CÊS TOPAM? HUASHUASHUASHUA
BEIJINHOS DA DAN. :D

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