Dezessete



Estou no meu quarto trocando de roupa, já que derramei refrigerante em mim mesma. Resolvi colocar um vestido que minha mãe tinha me dado a alguns meses. Eu nunca usava vestido, mas queria que ela me visse com ele antes de ir embora. A casa não estava muito cheia: o pai da Lia (ela veio mais cedo e voltaria depois da aula), tia Mari e o novo namorado dela, e mais um casal de amigos de minha mãe. Tony e o papai logo chegariam. Torcia pra que eles chegassem antes que o almoço passasse pra ajntar.
Quando desci, o Tony tinha acabado de chegar e... pelo amor de Deus, onde ele estava com a cabeça?
Antes que você se pergunte, sim, ele tinha levado a Bruna pra lá. “Tudo bem, eu recebo bem quem meu irmão traz à minha casa. Quem sabe não aconteceu alguma coisa com ela também?” pensei. Mas sabia que não. Ela estava perfeitamente linda, nem um fiozinho de cabelo fora do lugar, o que responde à pergunta “ele realmente a convidou pra vir até aqui?”
Fui até o Tony e ele me deu nosso abraço de sempre, aquele que ele me levanta do chão.
Eu: Oi. –disse pra Bruna e me virei pro Tony de novo- O papai não vai vir?
Tony: Vai, daqui a pouquinho ele aparece aí. Só vim mais cedo porque passei pra pegar a Bruna. –ele abraçou ela de lado.
Luiza: Tudo bem, então fiquem à vontade. –não tinha visto minha mãe chegar perto da gente.
Deixei eles lá e fui pra um canto planejar o que eu faria nas “cenas dos próximos capítulos” enquanto fingia mexer no meu celular.
Quando finalmente meu pai chegou, meu humor mudou um pouco. Tinha algo no jeito que ele a mamãe se olhavam que dizia “foi só por uma noite, mas por mim ficaríamos juntos por toda a vida”. Ou talvez seja só fantasia de alguém que descobriu que tinha um pai aos dez anos de idade.
Me lembrei do que o Tiago tinha me dito. O olhar dele não era o que eu esperava ver quando alguém me dissesse que me amava, mas eu sentia que ele não estava mentindo.
Voltei pra sala e o Tony estava com a Bruna. Aquilo me irritou. Certo, se ela não tivesse dito aquilo de mim, eu acharia que era só ciúmes, mas era além disso. Meu Deus, quando que ia me passar pela cabeça a Bruna e o Tony? Eu não imaginava nem que eles se conheciam, quanto mais... Eles não iam ficar de “mimimi” na minha casa. Ah, não iam mesmo!
Eu: Tony, vem cá na cozinha um instante? –ele se levantou e veio atrás de mim.
Tony: Aconteceu alguma coisa?
Eu: Vocês tão namorando?
Tony: Não! Você sabe, eu não quero namorar.
Eu: Ava que é por sua causa.
Tony: É por minha causa. Porque não seria?
Eu: Eu não gosto dela.
Tony: Pensei que gostasse. Ela é irmã do Luan e você é...
Eu: Ela me xingou sem nem me conhecer. Eu não gosto dela.
Tony ficou me olhando por um tempo.
Tony: Foi no dia que você saiu com ele?
Eu: Foi. Ela me tratou como se eu fosse uma periguete qualquer! Pensa... vocês podem se pegar à vontade e nem amiga do irmão dela eu posso ser.
Tony: Eu vou embora.
Eu: Não! Tony... desculpa. Eu  não falei por mal.
Tony: Só vou enrolar e levar ela. A gente precisa conversar. Depois eu volto.
Eu: Tá bom. –ele me deu um beijo na bochecha. Quando voltamos pra sala, meu pai e a mamã estavam rindo. Eu sorri comigo mesma e o Tony falou com a Bruna.
Ela se despediu da minha mãe, mas nem sequer olhou pra mim. Graças a Deus. Eu tava com muita raiva dela. Se faia sempre de tão simpática, mas de perto era realmente insuportável. A gargalhada da minha mãe me tirou de meus pensamentos. Ela estava feliz. E por mais que fosse nossos últimos dia na mesma casa por um bom tempo, eu estava feliz também, só de ve-la sorrir.

AMORS, NADA CONTRA A BRUNA TÁ? HUASHUASHUA É UMA FANFIC, ENTÃO ASSIM COMO O LUAN NÃO É DO JEITO QUE TÁ AÍ, A BRUNA TAMBÉM NÃO É. ENTÃO, TÁ TUDO DE BOA, TÁ BRUNETES? KKKK AMORS, O QUE VOCÊS ESTÃO ACHANDO DA FANFIC? TEM QUE MUDAR ALGUMA COISA OU NÃO? QUERO A OPINIÃO DE VOCÊS, TÁ BOM? BEIJINHOS DA DAN. ;)

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