Sete



Eu: Que legal, agora eu vou ter que voltar pra casa toda molhada por culpa sua! –Luan tinha me pegado no colo e se jogou no lago comigo.
Luan: Não reclama Nanda, eu também tô todo molhado.  –era a primeira vez que ele me chamava de Nanda. Eu sorri meio abobalhada.- O que foi?
Eu: Nada.
Luan: A gente passa lá em casa e cê pede uma roupa da Bruna emprestada. –eu ri.
Eu: As roupas da Bruna não devem nem caber em mim.
Luan: Porque? Dá sim, ué. –ele falou passando a mão no cabelo.
Eu: A Bruna tem um corpão e eu sou toda gorda Luan, não dá.
Luan: Cê não é gorda, seu corpo é bonito. –fiquei vermelha e comecei a juntar as coisas do piquenique- cê ficou com vergonha... –ele deu um riso baixinho.
Eu: Não é que eu seja tímida, é só que... –eu parei de falar.
Luan: Só que o que?
Fernanda: Não, deixa pra lá.
Luan: Fala, Fernanda.
Eu: Pode ser chato, mas é que... Essa noite tá parecendo um sonho.
Luan: Pra mim também.
Eu: Sério?
Luan: Sério. É que dá pra perceber que pra você eu sou só o Luan. As pessoas acham que não mas... cansa ser tratado bem só por ser o Luan Santana.
Me coloquei no lugar dele. Luan precisava de um amigo, e era isso o que eu queria ser, então falei a primeira coisa que me veio na cabeça.
Eu: Amigo é pra essas coisas. –ele riu.
Luan: Vamo logo que a gente nem devia estar aqui essa hora.
Eu: Sério Luan? É proibido?
Luan: É.
Eu: Afs, onde eu fui me meter? –rimos?
Nos secamos um pouco e entramos no carro. Luan me levou até a casa dele, onde só a Bruna e uma amiga dela estavam. Fiquei aliviada, porque eu não sabia se ia me sentir à vontade com os pais dele lá. Principalmente depois que eu entendi o quanto fui burra em dizer “amigo é pra essas coisas”. Aquele piquenique e as coisas que Luan me disse... Aquilo foi o mais perto de um jantar romântico que eu tive, e Luan passou o tempo todo querendo me agradar. Eu tinha que mudar isso até a hora em que fosse embora.
Quando ele abriu a porta da casa, quem me recepcionou foi o Puff. A Bruna e a amiga dela estavam na sala.
Eu: Boa noite. –Bruna me olhou de cima a baixo. Fiquei na esperança de que ela se lembrasse de mim, mas não foi o que aconteceu, pelo olhar dela.
Luan: Piroca, cê empresta uma roupa pra ela?
Bruna: Empresto. –ela sorriu, mas continuou me olhando estranho.
Bruna chamou a amiga e foi em direção ao quarto dela. Fiquei um pouco desconfortável com aquilo. Pelo visto, ela não tinha gostado de me ver ali. Eu e Luan ficamos olhando um pro outro e rindo, como se tivesse um passarinho verde cantando na nossa frente.
Eu: Nunca mais faça isso.
Luan: Só fiz porque você me desafiou.
Eu: Avá Luan! –rimos de novo. Bruna e a amiga desceram e ela me entregou uma calça e uma camiseta.
Bruna: Acho que essas servem. –ela olhou pro Luan- Se toda periguete que você pegar eu tiver que emprestar uma roupa, você vai ter que me dar um guarda-roupa novo, maninho.
Ela me chamou de periguete???????????????????????
Eu: Eu não so... –Luan me puxou pela mão e num piscar de olhos, já estávamos no quarto dele- Tá, devolve a roupa pra tua irmã, não vou morrer se eu for pra casa assim um dia.
Luan: Nanda, desculpa. É que às vezes a Bruna é... desse jeito. –respirei fundo.
Eu: Tudo bem Lu. Só devolve a roupa dela e me leva pra casa.
Luan: Espera aí. –ele pegou uma camisa dele e me entregou- Coloca por cima da sua mesmo. Se enxuga ali no banheiro. –ele me deu uma toalha- Vou pro outro.
Eu: Tudo bem.

EEEEEEITA QUE TEVE TRETA! =O O QUE SERÁ QUE VEM AGORA, HEIN?
AMORS! HOJE A SAGA SINAIS COMPLETA UM ANO! \Õ/ E EU TENHO UM RECADINHO PRA VOCÊS, OLHEM SÓ: (cliquem para ampliar)
 

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