Eu: Que legal,
agora eu vou ter que voltar pra casa toda molhada por culpa sua! –Luan tinha me
pegado no colo e se jogou no lago comigo.
Luan: Não
reclama Nanda, eu também tô todo molhado.
–era a primeira vez que ele me chamava de Nanda. Eu sorri meio
abobalhada.- O que foi?
Eu: Nada.
Luan: A gente
passa lá em casa e cê pede uma roupa da Bruna emprestada. –eu ri.
Eu: As roupas
da Bruna não devem nem caber em mim.
Luan: Porque?
Dá sim, ué. –ele falou passando a mão no cabelo.
Eu: A Bruna
tem um corpão e eu sou toda gorda Luan, não dá.
Luan: Cê não é
gorda, seu corpo é bonito. –fiquei vermelha e comecei a juntar as coisas do
piquenique- cê ficou com vergonha... –ele deu um riso baixinho.
Eu: Não é que eu
seja tímida, é só que... –eu parei de falar.
Luan: Só que o
que?
Fernanda: Não,
deixa pra lá.
Luan: Fala, Fernanda.
Eu: Pode ser
chato, mas é que... Essa noite tá parecendo um sonho.
Luan: Pra mim
também.
Eu: Sério?
Luan: Sério. É
que dá pra perceber que pra você eu sou só o Luan. As pessoas acham que não
mas... cansa ser tratado bem só por ser o Luan Santana.
Me coloquei no lugar dele. Luan precisava de um amigo, e
era isso o que eu queria ser, então falei a primeira coisa que me veio na cabeça.
Eu: Amigo é
pra essas coisas. –ele riu.
Luan: Vamo
logo que a gente nem devia estar aqui essa hora.
Eu: Sério
Luan? É proibido?
Luan: É.
Eu: Afs, onde
eu fui me meter? –rimos?
Nos secamos um pouco e entramos no carro. Luan me levou
até a casa dele, onde só a Bruna e uma amiga dela estavam. Fiquei aliviada,
porque eu não sabia se ia me sentir à vontade com os pais dele lá. Principalmente
depois que eu entendi o quanto fui burra em dizer “amigo é pra essas coisas”.
Aquele piquenique e as coisas que Luan me disse... Aquilo foi o mais perto de
um jantar romântico que eu tive, e Luan passou o tempo todo querendo me
agradar. Eu tinha que mudar isso até a hora em que fosse embora.
Quando ele abriu a porta da casa, quem me recepcionou foi
o Puff. A Bruna e a amiga dela estavam na sala.
Eu: Boa noite.
–Bruna me olhou de cima a baixo. Fiquei na esperança de que ela se lembrasse de
mim, mas não foi o que aconteceu, pelo olhar dela.
Luan: Piroca,
cê empresta uma roupa pra ela?
Bruna:
Empresto. –ela sorriu, mas continuou me olhando estranho.
Bruna chamou a amiga e foi em direção ao quarto dela.
Fiquei um pouco desconfortável com aquilo. Pelo visto, ela não tinha gostado de
me ver ali. Eu e Luan ficamos olhando um pro outro e rindo, como se tivesse um
passarinho verde cantando na nossa frente.
Eu: Nunca mais
faça isso.
Luan: Só fiz
porque você me desafiou.
Eu: Avá Luan! –rimos
de novo. Bruna e a amiga desceram e ela me entregou uma calça e uma camiseta.
Bruna: Acho
que essas servem. –ela olhou pro Luan- Se toda periguete que você pegar eu tiver
que emprestar uma roupa, você vai ter que me dar um guarda-roupa novo, maninho.
Ela me chamou de periguete???????????????????????
Eu: Eu não
so... –Luan me puxou pela mão e num piscar de olhos, já estávamos no quarto
dele- Tá, devolve a roupa pra tua irmã, não vou morrer se eu for pra casa assim
um dia.
Luan: Nanda,
desculpa. É que às vezes a Bruna é... desse jeito. –respirei fundo.
Eu: Tudo bem
Lu. Só devolve a roupa dela e me leva pra casa.
Luan: Espera
aí. –ele pegou uma camisa dele e me entregou- Coloca por cima da sua mesmo. Se
enxuga ali no banheiro. –ele me deu uma toalha- Vou pro outro.
Eu: Tudo bem.
EEEEEEITA QUE TEVE TRETA! =O O QUE SERÁ QUE VEM AGORA, HEIN?
AMORS! HOJE A SAGA SINAIS COMPLETA UM ANO! \Õ/ E EU TENHO UM RECADINHO PRA VOCÊS, OLHEM SÓ: (cliquem para ampliar)

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