Tomei um banho e me arrumei assim:
Chamei um táxi, que logo chegou.
Eu: Mãe, tô
indo! –dei um beijo nela.
Luiza: Tá bom.
Ah, filha! Eu tava pensado em... –“dia especial de mãe e filha, por favor”-
fazer um almoço, sabe? Hoje foi minha despedida dos colegas de trabalho e
amanha eu queria juntar alguns amigos e chamar sua tia. Cê podia chamar a Lia e
o Tony. Se seu pai quiser vir também...
Eu: Tá bom,
mãe. É... o táxi tá me esperando, tenho que ir.
Luiza: Não
demora.
Eu: Pode
deixar.
Entrei no táxi e dei o endereço. Enquanto ia, pensei no
que realmente estava acontecendo. Talvez por causa do trabalho, a mamãe não ficava
muito em casa, o que já me fazia ficar só. E dessa vez, ela ia ficar mais longe
ainda, mas dessa vez por minha culpa, vamos dizer assim. Por minha teimosia
enorme de não querer me mudar pra Londrina. Talvez se... não, não tinha mais
volta. O táxi parou na frente da casa do meu pai. Antes que eu pensasse em
abrir a bolsa, ele abriu a porta pra mim. Saí do carro e o abracei.
Abel: Minha
filha, que saudades.
Eu: Oi pai. –ele
me soltou e então pagou o táxi.
Tony: Mana! –ele
me levantou num abraço apertado. Eu ri.
Eu: Oi
maninho. –dei um toque no ombro dele. Meu pai voltou e então entramos em casa.
Abel: Janete,
a Fernanda chegou! -ele disse na direção
da escada que levava aos quartos- Ela está com um pouco de enxaqueca, foi
deitar um instante antes de você chegar.
Tony: A mamãe
sempre arruma um problema. –ele disse baixinho pra mim.
Ela desceu.
Janete:
Fernanda, querida. –achava aquilo tão falso quanto nota três reais- Como vai?
Eu: Tô ótima.
E você?
Janete: É...
dá pra levar. E então, vamos comer?
Abel: Vamos
gente, a mesa já tá pronta.
Começamos a comer e conversa.
Meu pai perguntou sobre meu trabalho e sobre o começo de
faculdade do Tony. Ele não podia esquecer de me atormentar com uma simples
pergunta...
Abel: E você
filha, quando volta a estudar?
Aquilo me agoniava muito e a muito tempo, porque eu não tinha
ideia do que fazer na vida.
Eu: Estava
pensando em Administração.
Abel: Quer
fazer isso mesmo ou vai servir como válvula de escape?
Eu: A gente
podia falar disso uma outra hora?
Tony: É pai...
eu quero a sua resposta sobre eu e a Nanda morarmos juntos.
Eu: É pai, eu
não ficaria sozinha. E prometo que tomo conta do Tony. –eu ri.
Abel: Eu
pensei muito, e tive uma ideia.
Olhei pro outro lado da mesa, onde a Janete estava com a
mesma cara de mosca morta que sempre tinha.
Tony: E...?
Abel: Se vocês
querem tanto morar juntos, podiam morar aqui. Tem um quarto sobrando e seria
maravilhoso morar nem que seja só por um tempo com meus dois filhos.
Tony: Você não
confia em mim, não é?
Abel: Filho, você
ainda são muito novos, uma casa te responsabilidades e...
Tony: Não tem
nada a ver coma Fernanda pai, seu problema é comigo. Fui eu quem estragou sua
vida, não foi? Fui eu quem fez você se
casar e... deixa pra lá tá pai? Eu vou sair dessa casa o quanto antes, e sozinho!
–ele levantou da mesa- Vou pro Royal Park. Quer que eu te leve até em casa?
“Eu subir naquela moto? No, never, nunquinha.” Pensei,
mas só fiz balançar a cabeça negativamente. Mas o que diabos ele ia fazer lá?
Tony saiu pisando forte.
amooooooor comecei a ler hj e já terminei kkk sou a Marcela do Tóp totop (@lrdsvidaminha) que coisa perfeitaaaaaaaaaaaaaaaaaaa *o* continuaaa por favor!
ResponderExcluirOwwwn, obrigado amore! Espero que continue gostando, vem muita coisa por aí.
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