Quinze



Tomei um banho e me arrumei assim:

Chamei um táxi, que logo chegou.
Eu: Mãe, tô indo! –dei um beijo nela.
Luiza: Tá bom. Ah, filha! Eu tava pensado em... –“dia especial de mãe e filha, por favor”- fazer um almoço, sabe? Hoje foi minha despedida dos colegas de trabalho e amanha eu queria juntar alguns amigos e chamar sua tia. Cê podia chamar a Lia e o Tony. Se seu pai quiser vir também...
Eu: Tá bom, mãe. É... o táxi tá me esperando, tenho que ir.
Luiza: Não demora.
Eu: Pode deixar.
Entrei no táxi e dei o endereço. Enquanto ia, pensei no que realmente estava acontecendo. Talvez por causa do trabalho, a mamãe não ficava muito em casa, o que já me fazia ficar só. E dessa vez, ela ia ficar mais longe ainda, mas dessa vez por minha culpa, vamos dizer assim. Por minha teimosia enorme de não querer me mudar pra Londrina. Talvez se... não, não tinha mais volta. O táxi parou na frente da casa do meu pai. Antes que eu pensasse em abrir a bolsa, ele abriu a porta pra mim. Saí do carro e o abracei.
Abel: Minha filha, que saudades.
Eu: Oi pai. –ele me soltou  e então pagou o táxi.
Tony: Mana! –ele me levantou num abraço apertado. Eu ri.
Eu: Oi maninho. –dei um toque no ombro dele. Meu pai voltou e então entramos em casa.
Abel: Janete, a Fernanda chegou!  -ele disse na direção da escada que levava aos quartos- Ela está com um pouco de enxaqueca, foi deitar um instante antes de você chegar.
Tony: A mamãe sempre arruma um problema. –ele disse baixinho pra mim.
Ela desceu.
Janete: Fernanda, querida. –achava aquilo tão falso quanto nota três reais- Como vai?
Eu: Tô ótima. E você?
Janete: É... dá pra levar. E então, vamos comer?
Abel: Vamos gente, a mesa já tá pronta.
Começamos a comer e conversa.
Meu pai perguntou sobre meu trabalho e sobre o começo de faculdade do Tony. Ele não podia esquecer de me atormentar com uma simples pergunta...
Abel: E você filha, quando volta a estudar?
Aquilo me agoniava muito e a muito tempo, porque eu não tinha ideia do que fazer na vida.
Eu: Estava pensando em Administração.
Abel: Quer fazer isso mesmo ou vai servir como válvula de escape?
Eu: A gente podia falar disso uma outra hora?
Tony: É pai... eu quero a sua resposta sobre eu e a Nanda morarmos juntos.
Eu: É pai, eu não ficaria sozinha. E prometo que tomo conta do Tony. –eu ri.
Abel: Eu pensei muito, e tive uma ideia.
Olhei pro outro lado da mesa, onde a Janete estava com a mesma cara de mosca morta que sempre tinha.
Tony: E...?
Abel: Se vocês querem tanto morar juntos, podiam morar aqui. Tem um quarto sobrando e seria maravilhoso morar nem que seja só por um tempo com meus dois filhos.
Tony: Você não confia em mim, não é?
Abel: Filho, você ainda são muito novos, uma casa te responsabilidades e...
Tony: Não tem nada a ver coma Fernanda pai, seu problema é comigo. Fui eu quem estragou sua vida, não foi? Fui eu quem  fez você se casar e... deixa pra lá tá pai? Eu vou sair dessa casa o quanto antes, e sozinho! –ele levantou da mesa- Vou pro Royal Park. Quer que eu te leve até em casa?
“Eu subir naquela moto? No, never, nunquinha.” Pensei, mas só fiz balançar a cabeça negativamente. Mas o que diabos ele ia fazer lá?
Tony saiu pisando forte.

2 comentários:

  1. amooooooor comecei a ler hj e já terminei kkk sou a Marcela do Tóp totop (@lrdsvidaminha) que coisa perfeitaaaaaaaaaaaaaaaaaaa *o* continuaaa por favor!

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    1. Owwwn, obrigado amore! Espero que continue gostando, vem muita coisa por aí.

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