Nove

Eu: O quê que aconteceu?
Lia: Aconteceu que alguém tirou fotos de você e o Luan na tal padaria. Tem alguns sites que tá “Luan Santana toma café com amiga em padaria de Londrina”, o que estaria razoavelmente bom, se algumas pessoas não te reconhecessem como fã de Luan e todo mundo começasse a pensar que tá acontecendo alguma coisa entre vocês.
Eu: Só porque eu sou fã?
Lia: Não sei. Talvez... Olha, pelas minhas previsões, você deveria estar radiante. O encontro não deu certo?
Eu: Pela milésima vez, não foi um encontro! E além do mais... não foi nada agradável ser chamada de periguete.
Lia: Peraí, quem te chamou de periguete??????
Eu: A Bruna.
Lia: O que? Por quê?
Eu: Eu acabei toda molhada e Luan teve a “grande ideia” de pegar uma roupa dela emprestada pra mim.
Lia: Tá, agora conta tudo. Detalhe por detalhe.
Enquanto íamos pra loja de bicicleta, contei tudo pra ela.
Eu: Já que você tá aqui, me ajuda a arrumar esses cds da venda por internet, tenho que mandar eles hoje.
Lia: Tá bem, exploradora de amigas curiosas. –rimos.
Eu: Amiga... Na verdade, eu quero falar uma coisa pra você.
Lia: O que? Você se estapeou com a Bruna?
Eu: Não amiga, para. –rimos- Minha mãe veio falar comigo hoje... Ela quer ir pra São Paulo.
Lia: Ah não amiga, você não pode.  Você já tem 19 anos, pode ficar aqui se quiser. Morar com o seu pai.
Eu: Esse é o problema. Não quero ir pra São Paulo, mas também não quero morar com meu pai, e ficar longe da mamãe vai ser horrível.
Minha relação com meu pai não era das melhores. Ele e minha mãe nunca tiveram nada sério. Pelo que ele me disse, só soube de mim quando eu tinha 10 anos.
Lia: Tô preocupada com meu pai, preciso urgentemente de um emprego. Não vai dar pra gente sobreviver de vender bolo eternamente.
O pai da Lia era um ótimo confeiteiro, e vendia bolos em casa desde que foi demitido. A mãe da Lia faleceu quando ela tinha 12 anos.
Vi o Tony entrando na loja. Quando eu descobri que tinha um irmão só um ano mais novo, foi mais ou menos um choque, mas o Tony me amou à primeira vista. Mas a cara que ele tava não era de muito amor não...
Tony: O que aconteceu ontem à noite?
Eu: O que?
Tony: Você pode não ligar muito, mas é minha irmã. Você sabe a cara que eu fiquei quando me contaram que você tava em um lago de noite, fazendo não sei o que com um cara que você nem conhecia direito?
Eu: Antônio Carlos, primeiro você me respeita, que cê sabe que eu não sou esse tipo de mulher. E segundo... quem te contou isso?
Tony: Uma amiga.
Eu: Ahhh... amiga! Não sei o que essa amiga aí te contou, mas eu faço questão de contar o que aconteceu: nada.
Tony: Então pra que você foi pegar uma roupa da Bruna emprestada?
Eu: Como você sabe disso? E de onde cê conhece a Bruna?
Tony: A minha amiga... é amiga dela.
Ele ficou vermelho. Eu já sabia: quando ele ficava vermelho, estava mentindo.
Eu: Sua “amiga” É a Bruna né? Aff, como eu fui ser tão burra?
Tony: Não importa. O que cês tavam fazendo lá?

Eu: Quer saber? Não importa pra você também.

AMORS, BOA NOTÍCIA! PROVAVELMENTE, A PARTIR DE AMANHÃ, POSTAREI UM CAPÍTULO (OU DOIS QUEM SABE) DIARIAMENTE E MAIS CEDO. Õ/ KKKKK
MAS E AÍ, ME FALEM... O QUE VOCÊS ESTÃO ACHANDO DA HISTÓRIA, HEIN? BEIJINHOS DA DAN! ;)

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