Um

Meu nome é Fernanda Costa, tenho 19 anos e... Bem, me descrever nunca foi meu forte. Moro em Londrina-PR com minha mãe, Luiza.
Se você perguntar a qualquer vizinho quem é a Fernanda, provavelmente eles vão perguntar se é “a que é fã de Luan Santana”. Bem, eu também trabalho na loja de cds da minha tia Mariana. Já tentei ser modelo, mas não deu muito certo. Na verdade, eu fico sozinha na loja (que não tem muito movimento), já que minha tia também tem uma lavanderia praticamente do outro lado da cidade. Às vezes eu fico com o Tiago, que mora no mesmo bairro que eu, mas não quero nada sério por agora, mesmo às vezes ele forçando a barra. Se eu fosse contar desde que a minha história “com o Luan” começou (quando eu comecei a ser fã dele) ia ser uma história muito, mas MUITO longa, então eu vou contar minha história pra vocês um dia antes de tudo começar. Nos vemos mais adiante!
Beijos, Nanda.
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Acordei cedo, tomei meu café da manhã e coloquei essa roupa

Me despedi da minha mãe, peguei minha bicicleta e fui pedalando de casa até a loja. Sempre me dava vontade de pedalar mais um pouco e ir até o Royal Park, mas como na verdade não seria tão pouco assim, eu sempre desistia. A surpresa do dia foi encontrar a minha tia Mariana já na loja.
Eu: Tia Mari?
Mariana: Oi Nanda. A gente tem que conversar. –ela estava séria demais pra realmente ser a minha “tia louca”. Entramos na loja.
Eu: Pode falar. Aconteceu alguma coisa?
Mariana: Eu tô pensando em... vender a loja. –eu paralisei. Vender a loja depois de eu já ter me apegado? Aquilo me deixou triste.
Eu: Mas...
Mariana: Não vai ser tão cedo, Nanda. Eu só pensei nisso porque temos cada vez menos clientes... –também, a localização da loja não era tão favorável. Tinha mais restaurantes ali, éramos na verdade,  o púnico estabelecimento diferente.
Eu: E se... eu conseguir aumentar o número de clientes?
Mariana: Aí a gente pode dar um jeito. –ela disse com um sorriso- Bem , eu tenho que ir. Aquela lavanderia só funciona direito quando eu tô lá. Qualquer coisa é só me ligar.
Eu: Tudo bem. –ela saiu. Quando foi embora, eu fiz cara de choro. Comecei a achar que o problema era comigo. Primeiro a minha carreira como modelo nem começou direito e já tinha terminado, depois eu me apeguei a um emprego e estava prestes a perde-lo...
Como eu já tinha dado uma geral na loja na noite anterior, abri a porta, liguei o computador, coloquei o primeiro cd do Luna pra tocar (minha preciosidade)  e comecei a fazer só o básico. Sempre escolhia um todos os dias, mas naquele dia nem o cd me animou. Quando chegou na música “Meu Destino”, eu já estava chorando. Motivo? Pra completar o tanto de desastres ocorridos, eu ainda não tinha nem chegado perto do Luan. O telefone da loja tocou e eu tive que me recompor pra pode r atender decentemente.
Eu: MP Cd’s, bom dia.
X: Oi Nanda, é o Tiago. –poxa, foi legal ele ter ligado, mas  eu precisava urgentemente de um cliente- Você tá a fim de ir num show comigo nesse fim de semana?
Eu: Show de quem?
Tiago: Thaeme e Thiago.
Eu: Hm, vou ver. Digamos que eu estou em uma missão quase impossível aqui na loja, então vou ter que reorganizar um monte de coisa.
Tiago: Tudo bem então, depois eu te ligo. Beijo.
Eu: Beijo.
Quando o CD acabou, eu guardei ele. Não estava à venda pra NINGUÉM por valor NENHUM. Aquilo era foi difícil de achar e eu não ia vender o meu tão querido e amado cd.

O primeiro cliente do dia entrou e comprou quatro cds. Eu me fiz acreditar que aquele era um bom sinal, quem sabe desse certo.

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