Veio oito, nove, dez, onze, meia noite... E nada da minha
mãe. Liguei para o celular dela, mas só dava caixa postal. Sempre quando ele
estava trabalhando, o celular ficava desligado. Fui no meu quarto, peguei um edredom
e voltei pra me sentar na cozinha. Só fiz piscar, e quando abri o olho de novo
foi com ela me chamando.
Luiza:
Fernanda, vai pra cama.
Eu: Mãe? Eu
fiz a janta, não vai comer?
Luiza: São
duas da manhã, filha. Depois eu como, tá bom?
Eu: Tá bom.
Vou subir. Boa noite, mãe.
Luiza: Boa
noite Nanda.
Me joguei na cama direto, mas não dormi. O legal foi que
nem fui no tal churrasco com o Luan nem
fiquei com minha mãe. Faltavam dois dias pra ela viajar (na verdade, de
acordo com o relógio já era quinta-feira), mas nada de “tirar um tempo pra
ficar com a filha”. Decidi que se a loja não desse mesmo certo, faria
vestibular pra Administração (dizem que é o socorro dos indecisos), e logo
tentaria um outro emprego em São Paulo.
Naquele mesmo dia, faria um Skype pra minha mãe, pra
gente poder se falar sempre que pudesse. E também ligaria pro Luan, daria um
jeito de compensar o churrasco. Me lembrei que precisava trocar de roupa. Tirei
a que eu estava, coloquei um moletom cinza, uma calça também de moletom cinza,
prendi meu cabelo em um coque e fui rezar. Desde criança, a menos que eu não saiba
que vou dormir, sempre agradeço a Deus pelo dia concedido. E então, eu fui
dormir.
Acordei um pouco mais cedo, porque estava chovendo e eu
teria que pegar uma carona com a mamãe.
Por causa do tempo, era provável que a loja não tivesse mais de um
cliente. Que não apareceu antes da hora do almoço.
Como eu não queria quebrar outro guarda-chuva tentando
atravessar a rua, resolvi almoçar no restaurante da Sonia. Era mais caro do que
eu costumava ir, mas achei que só um dia não iria mudar muita coisa. Quando
entrei lá, ela mesmo veio me atender. Pedi uma coisa simples: frango grelhado
com arroz à lá grega e salada. Sempre fui boa de garfo, mas não estava com
fome. Principalmente depois do bolo da minha mãe. Mas quem era eu pra falar de
bolo? Deixei o Tiago plantado na entrada de um show me esperando, sem falar nas
outras vezes com a Lia e de certa forma, no jeito que eu “dispensei” o Luan
enquanto ele estava tão animado falando comigo. Era a minha chance de consertar
o fiasco do fim do piquenique com a minha “friendzone aguda”. Precisava falar
com ele, por lembrar disso. Procurei meu celular e disquei. Era a primeira vez
que eu ligava pra ele, torcendo pra não estar atrapalhando, mas foi o que eu
fiz.
Chamou por algumas vezes e por pouco não caiu na caixa
postal.
-Alô? -uma mulher atendeu rindo. Ouvi a voz do Luan no
fundo. “me dá esse celular, é sério”
Luan: Oi
Nanda.
Eu: Oi Luan...
É... eu atrapalhei alguma coisa?
Luan: Não,
imagina.
Ouvi a mesma mulher dizendo “larga esse telefone Luan,
vem pra cá.” e rir em seguida.
Eu: É... Eu só
queria saber até que dia você fica em Londrina. A gente podia se ver.
Luan: Tô indo
pra São Paulo no comecinho da noite. –o próximo passo era descobrir o que São
Paulo tinha contra mim.
Eu: Ah...
Então deixa pra outro dia.
-Não sei quem é você, mas seu toque é personalizado.
Luan: Cala a
boca, Renata.
Descobri que o nome da tal mulher era Renata. Mais um
passo.
Eu: Então...
Foi só isso mesmo, desculpa atrapalhar vocês aí.
Luan: Já disse
que não atrapalhou. –“atrapalhou sim” a tal Renata disse.
Eu: Tá, então
tchau.
Luan: Tchau
Nanda, beijo
Eu: Outro.
Quando desliguei, pensei “Luan tem um toque só pra mim?”
AMORRRRX! KKKK TAVA COM SAUDADE DESSES PEQUENOS DIÁLOGOS NO FIM DE CADA CAPÍTULO (MAIS PRA MONÓLOGOS PORQUE VOCÊS NÃO FALAM COMIGO :C ) MAS E AÍ... EU PEDI PRA VOCÊS ME MANDAREM FANFICS E TÔ AQUI PEDINDO DE NOVO, VIU? :3 KKKKK SE PREFERIREM, ME MANDEM PELO @SORRISOD0LUAN
BEIJINHOS DA DAN. ;D
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