Treze

Veio oito, nove, dez, onze, meia noite... E nada da minha mãe. Liguei para o celular dela, mas só dava caixa postal. Sempre quando ele estava trabalhando, o celular ficava desligado. Fui no meu quarto, peguei um edredom e voltei pra me sentar na cozinha. Só fiz piscar, e quando abri o olho de novo foi com ela me chamando.
Luiza: Fernanda, vai pra cama.
Eu: Mãe? Eu fiz a janta, não vai comer?
Luiza: São duas da manhã, filha. Depois eu como, tá bom?
Eu: Tá bom. Vou subir. Boa noite, mãe.
Luiza: Boa noite Nanda.
Me joguei na cama direto, mas não dormi. O legal foi que nem fui no tal churrasco com o Luan nem  fiquei com minha mãe. Faltavam dois dias pra ela viajar (na verdade, de acordo com o relógio já era quinta-feira), mas nada de “tirar um tempo pra ficar com a filha”. Decidi que se a loja não desse mesmo certo, faria vestibular pra Administração (dizem que é o socorro dos indecisos), e logo tentaria um outro emprego em São Paulo.
Naquele mesmo dia, faria um Skype pra minha mãe, pra gente poder se falar sempre que pudesse. E também ligaria pro Luan, daria um jeito de compensar o churrasco. Me lembrei que precisava trocar de roupa. Tirei a que eu estava, coloquei um moletom cinza, uma calça também de moletom cinza, prendi meu cabelo em um coque e fui rezar. Desde criança, a menos que eu não saiba que vou dormir, sempre agradeço a Deus pelo dia concedido. E então, eu fui dormir.

Acordei um pouco mais cedo, porque estava chovendo e eu teria que pegar uma carona com a mamãe.  Por causa do tempo, era provável que a loja não tivesse mais de um cliente. Que não apareceu antes da hora do almoço.
Como eu não queria quebrar outro guarda-chuva tentando atravessar a rua, resolvi almoçar no restaurante da Sonia. Era mais caro do que eu costumava ir, mas achei que só um dia não iria mudar muita coisa. Quando entrei lá, ela mesmo veio me atender. Pedi uma coisa simples: frango grelhado com arroz à lá grega e salada. Sempre fui boa de garfo, mas não estava com fome. Principalmente depois do bolo da minha mãe. Mas quem era eu pra falar de bolo? Deixei o Tiago plantado na entrada de um show me esperando, sem falar nas outras vezes com a Lia e de certa forma, no jeito que eu “dispensei” o Luan enquanto ele estava tão animado falando comigo. Era a minha chance de consertar o fiasco do fim do piquenique com a minha “friendzone aguda”. Precisava falar com ele, por lembrar disso. Procurei meu celular e disquei. Era a primeira vez que eu ligava pra ele, torcendo pra não estar atrapalhando, mas foi o que eu fiz.
Chamou por algumas vezes e por pouco não caiu na caixa postal.
-Alô? -uma mulher atendeu rindo. Ouvi a voz do Luan no fundo. “me dá esse celular, é sério”
Luan: Oi Nanda.
Eu: Oi Luan... É... eu atrapalhei alguma coisa?
Luan: Não, imagina.
Ouvi a mesma mulher dizendo “larga esse telefone Luan, vem pra cá.” e rir em seguida.
Eu: É... Eu só queria saber até que dia você fica em Londrina. A gente podia se ver.
Luan: Tô indo pra São Paulo no comecinho da noite. –o próximo passo era descobrir o que São Paulo tinha contra mim.
Eu: Ah... Então deixa pra outro dia.
-Não sei quem é você, mas seu toque é personalizado.
Luan: Cala a boca, Renata.
Descobri que o nome da tal mulher era Renata. Mais um passo.
Eu: Então... Foi só isso mesmo, desculpa atrapalhar vocês aí.
Luan: Já disse que não atrapalhou. –“atrapalhou sim” a tal Renata disse.
Eu: Tá, então tchau.
Luan: Tchau Nanda, beijo
Eu: Outro.

Quando desliguei, pensei “Luan tem um toque só pra mim?”

AMORRRRX! KKKK TAVA COM SAUDADE DESSES PEQUENOS DIÁLOGOS NO FIM DE CADA CAPÍTULO (MAIS PRA MONÓLOGOS PORQUE VOCÊS NÃO FALAM COMIGO :C ) MAS E AÍ... EU PEDI PRA VOCÊS ME MANDAREM FANFICS E TÔ AQUI PEDINDO DE NOVO, VIU? :3 KKKKK SE PREFERIREM, ME MANDEM PELO @SORRISOD0LUAN
BEIJINHOS DA DAN. ;D

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