Quatro

Mais uma semana se passou e então aconteceu.
Estava chovendo muito em Londrina, e eu resolvi esperar um pouco pra poder ir pra casa, já que estava de bicicleta e meu guarda-chuva tinha ido embora na hora do almoço. Mas a chuva não passava. As oito, eu já tinha desistido de esperar, resolvi que ia dar um jeito de ir pra casa. Minha mãe não atendia, estava fazendo plantão no hospital. Achei estranho quando vi um carro na garagem da loja, sendo que eu não tinha ouvido ruído algum. Dessa vez não precisei olhar duas vezes pra saber que era o Luan. Mas mesmo assim, eu não conseguia acreditar. Era muito estranho ele parar ali na porta naquela chuva Ele fechou a porta do carro e veio na direção da loja. Bem, normalmente gatos molhados são estranhos, mas ele era  gato molhado mais lindo do mundo. Ele foi até o balcão.
Luan: Oi, posso usar seu... –teve um estalo e tudo ficou escuro no mesmo instante. No outro lado da rua, saíram faíscas de um poste, e foi a única coisa que nos iluminou antes que eu acendesse a luz do meu celular- Nossa Senhora!- Luan disse e eu não pude deixar de sorrir ao ouvir a voz dele.
Eu: O que cê ia falar?
Luan: Se eu podia usar seu telefone. É que meu celular descarregou.
Eu: Bom, o telefone não tá funcionando, mas cê pode usar meu celular, se quiser,
Luan: Obrigado. –ele pegou o celular. Enquanto digitava, a única luz do celular se dirigia a seu rosto, que parecia preocupado.
Sonia: NANDAAAAAAAAAAAA, TEU TELEFONE TÁ FUNCIONANDO?
Eu: NÃO, E AÍ?
Sonia: NAAAAAAAAAAAAAAO. –a Sonia era a dona do restaurante que tinha do lado da loja.
Vi Luan rir, tirando o celular do ouvido.
Luan: Não tá completando a ligação. Acho que a queda de luz não foi só aqui.
Eu: É, deve ter sido isso.
A luz do restaurante da Sonia acendeu.
Eu: Geradores... –reclamei.
Luan: Vocês não tem um?
Eu: Não.
Luan: Agora é seu celular que tá sem sinal.
Eu: Nossa, legal. –eu disse com ironia,
Ele me devolveu o celular e eu procurei uma lanterna na gaveta do balcão.
Eu: Senta. Acho que a gente vai ter que esperar a luz voltar pra poder sair daqui. O que teve com o Ja... Com o seu carro?
Luan: Parou aqui perto, daí eu lembrei daqui e trouxe até a garagem.
Eu: Sozinho?
Luan: É. Por quê?
Eu: Não, nada.
Vi que ele estava com um casaco.
Eu: Nego... É, não é melhor você tirar o casaco? Tá molhado, capaz de você gripar. –o “nego” me escapuliu e eu senti minhas bochechas queimarem. Eu provavelmente estava mais vermelha do que já estive em toda a minha vida.
Luan: Tá bom negolina, toma. –ele riu e tirou o casaco. Eu abri em cima do balcão.
Eu: Não sou boa em agir normalmente.
Luan: Bom, provavelmente a gente vai ficar aqui a noite toda, e você não ia conseguir, muito menos se resolvesse me chamar de Senhor Luan. –rimos.
Eu: Mas eu não ia mesmo.
Peguei uma almofada e joguei no chão, atrás do balcão. Sentei nela e me encolhi, por causa do frio.

Luan: Tem lugar pra dois aí?

PRONTINHO AMORES! E AÍ, O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER, HEIN? HAHAHA BEIJINHOS DA DAN. ;)

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