Mais uma semana se passou e então aconteceu.
Estava chovendo muito em Londrina, e eu resolvi esperar
um pouco pra poder ir pra casa, já que estava de bicicleta e meu guarda-chuva
tinha ido embora na hora do almoço. Mas a chuva não passava. As oito, eu já
tinha desistido de esperar, resolvi que ia dar um jeito de ir pra casa. Minha
mãe não atendia, estava fazendo plantão no hospital. Achei estranho quando vi
um carro na garagem da loja, sendo que eu não tinha ouvido ruído algum. Dessa
vez não precisei olhar duas vezes pra saber que era o Luan. Mas mesmo assim, eu
não conseguia acreditar. Era muito estranho ele parar ali na porta naquela
chuva Ele fechou a porta do carro e veio na direção da loja. Bem, normalmente
gatos molhados são estranhos, mas ele era
gato molhado mais lindo do mundo. Ele foi até o balcão.
Luan: Oi,
posso usar seu... –teve um estalo e tudo ficou escuro no mesmo instante. No
outro lado da rua, saíram faíscas de um poste, e foi a única coisa que nos
iluminou antes que eu acendesse a luz do meu celular- Nossa Senhora!- Luan
disse e eu não pude deixar de sorrir ao ouvir a voz dele.
Eu: O que cê
ia falar?
Luan: Se eu
podia usar seu telefone. É que meu celular descarregou.
Eu: Bom, o telefone
não tá funcionando, mas cê pode usar meu celular, se quiser,
Luan:
Obrigado. –ele pegou o celular. Enquanto digitava, a única luz do celular se
dirigia a seu rosto, que parecia preocupado.
Sonia:
NANDAAAAAAAAAAAA, TEU TELEFONE TÁ FUNCIONANDO?
Eu: NÃO, E AÍ?
Sonia:
NAAAAAAAAAAAAAAO. –a Sonia era a dona do restaurante que tinha do lado da loja.
Vi Luan rir, tirando o celular do ouvido.
Luan: Não tá
completando a ligação. Acho que a queda de luz não foi só aqui.
Eu: É, deve
ter sido isso.
A luz do restaurante da Sonia acendeu.
Eu:
Geradores... –reclamei.
Luan: Vocês não
tem um?
Eu: Não.
Luan: Agora é
seu celular que tá sem sinal.
Eu: Nossa,
legal. –eu disse com ironia,
Ele me devolveu o celular e eu procurei uma lanterna na
gaveta do balcão.
Eu: Senta.
Acho que a gente vai ter que esperar a luz voltar pra poder sair daqui. O que
teve com o Ja... Com o seu carro?
Luan: Parou aqui
perto, daí eu lembrei daqui e trouxe até a garagem.
Eu: Sozinho?
Luan: É. Por
quê?
Eu: Não, nada.
Vi que ele estava com um casaco.
Eu: Nego... É,
não é melhor você tirar o casaco? Tá molhado, capaz de você gripar. –o “nego”
me escapuliu e eu senti minhas bochechas queimarem. Eu provavelmente estava mais
vermelha do que já estive em toda a minha vida.
Luan: Tá bom
negolina, toma. –ele riu e tirou o casaco. Eu abri em cima do balcão.
Eu: Não sou boa
em agir normalmente.
Luan: Bom,
provavelmente a gente vai ficar aqui a noite toda, e você não ia conseguir,
muito menos se resolvesse me chamar de Senhor Luan. –rimos.
Eu: Mas eu não
ia mesmo.
Peguei uma almofada e joguei no chão, atrás do balcão.
Sentei nela e me encolhi, por causa do frio.
Luan: Tem
lugar pra dois aí?
PRONTINHO AMORES! E AÍ, O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER, HEIN? HAHAHA BEIJINHOS DA DAN. ;)
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